O presente trabalho inicia abordando a origem, evolução e as facetas dos Direitos Humanos. Diante dessa abordagem, se demonstrará a relação da terceira Dimensão ao desenvolvimento nanotecnológicos, objetivando construir ao Direito novos conceitos para a proteção dos seres humanos e meio ambiente diante dos riscos. Mensura-se que aproximadamente hoje existam no mercado 8.142 (Nanotechnology Products Database) produtos que contenham nanotecnologia, dos quais ainda não se tem certeza dos seus riscos, mas já em consumo.
Para tanto, este artigo objetiva, utilizando-se da pesquisa bibliográfica e matriz sistêmico-construtivista como metodologia, justificar a necessidade de observação pelo Direito dos riscos nanotecnológicos. Como hipótese de solução do problema se partirá para uma abordagem internacional, dada a globalização, fundamentada nos Direito Humanos para a construção de diálogos que objetivem proteger os seres humanos e seu habitat, bem como uma quebra de paradigma do Direito para absorver as novas e dinâmicas informações da nanotecnologia, realizando diálogos entre as mais variadas disciplinas, acompanhando a dinamicidade do desenvolvimento tecnológico.